STANISLAVSKY
" Todo Carnaval tem seu fim " ( Marcelo Camelo)
Acordei com a melodia já um tanto desgastada do TIM Festival. É... sou dessas
pessoas bizarras que coloca uma musiquinha idiota como toque no celular e depois
fica reclamando que não aguenta mais ouvir o tal som.
Além de ser bizarra, sou uma bizarra repetitiva. Para comprovar ainda mais esse
conceito, entrei no carro e apertei o botão repeat do rádio em uma canção que acaba
me levando muito, mas muito longe, todas as vezes que toca e era disso que estava
precisando, ficar longe do meu personagem diário e quem sabe ir para algum lugar onde
houvesse "uma existência superiormente interessante". Fechei os vidros. Abri a alma.
Vontade de perder o rumo e seguir adiante. Queria procurar um colorido mas bem longe
das cores que encontro nos layouts que aprovo todos os dias. A tonalidade que procurava
naquele momento tinha que ter o sabor de brigadeiro da casa de vovó. O som
de porta abrindo quando estamos esperando alguém que amamos muito e quase nunca aparece.
O cheiro daquele perfume que você quer sentir de novo e nunca mais cruzou com ele por aí.
Deu vontade de ser atriz. Sim, os palcos. Aquele tablado de madeira que tanto amo e que o
mais perto que chego é quando sento na primeira fila do teatro. Cazuza disse que só as mães
são felizes, contrario o poeta e afirmo : só os atores são felizes. A tal "existência superiormente
interessante" é a vida sob a ótica de Stanislavsky. É a vida de ser o que quiser até a próxima
sessão. Até a próxima abertura das cortinas. Até o próximo bis. Quando fui a primeira aula de teatro tive a impressão de que tudo é tão mágico que se deseja MERDA para todo mundo. Até a MERDA é mágica. No teatro todo mundo ensaia o que quiser e o melhor de tudo, vive aquilo.
Ah, as cores. Encontrei a cor verde no semáforo logo a frente. Não era o verde da minha escola,
da Mangueira, anunciando que entraria na avenida. Era um tom mais sem graça, que dizia : Samantha, pode seguir em frente que você está chegando na agência. Ah, tudo bem. Entrei na garagem. Desligueio rádio e comecei a ouvir Todo Carnaval tem seu fim. Salve, Marcelo Camelo. Salve a segunda-feira!
Acordei com a melodia já um tanto desgastada do TIM Festival. É... sou dessas
pessoas bizarras que coloca uma musiquinha idiota como toque no celular e depois
fica reclamando que não aguenta mais ouvir o tal som.
Além de ser bizarra, sou uma bizarra repetitiva. Para comprovar ainda mais esse
conceito, entrei no carro e apertei o botão repeat do rádio em uma canção que acaba
me levando muito, mas muito longe, todas as vezes que toca e era disso que estava
precisando, ficar longe do meu personagem diário e quem sabe ir para algum lugar onde
houvesse "uma existência superiormente interessante". Fechei os vidros. Abri a alma.
Vontade de perder o rumo e seguir adiante. Queria procurar um colorido mas bem longe
das cores que encontro nos layouts que aprovo todos os dias. A tonalidade que procurava
naquele momento tinha que ter o sabor de brigadeiro da casa de vovó. O som
de porta abrindo quando estamos esperando alguém que amamos muito e quase nunca aparece.
O cheiro daquele perfume que você quer sentir de novo e nunca mais cruzou com ele por aí.
Deu vontade de ser atriz. Sim, os palcos. Aquele tablado de madeira que tanto amo e que o
mais perto que chego é quando sento na primeira fila do teatro. Cazuza disse que só as mães
são felizes, contrario o poeta e afirmo : só os atores são felizes. A tal "existência superiormente
interessante" é a vida sob a ótica de Stanislavsky. É a vida de ser o que quiser até a próxima
sessão. Até a próxima abertura das cortinas. Até o próximo bis. Quando fui a primeira aula de teatro tive a impressão de que tudo é tão mágico que se deseja MERDA para todo mundo. Até a MERDA é mágica. No teatro todo mundo ensaia o que quiser e o melhor de tudo, vive aquilo.
Ah, as cores. Encontrei a cor verde no semáforo logo a frente. Não era o verde da minha escola,
da Mangueira, anunciando que entraria na avenida. Era um tom mais sem graça, que dizia : Samantha, pode seguir em frente que você está chegando na agência. Ah, tudo bem. Entrei na garagem. Desligueio rádio e comecei a ouvir Todo Carnaval tem seu fim. Salve, Marcelo Camelo. Salve a segunda-feira!

3 Comments:
Ainda bem que sua alma é sensível o bastante para se dar conta disso.
Só parando para ler textos assim é que nso damos conta de que o tempo passa, ás vezes
sempre igual não é?
Adorei o texto e essa iniciativa de blog.
Bjs
feliz! feliz! feliz!
Sãmãntha!
que delícia navegar pelos seus pensamentos e perceber que dividimos um epaço cheio de dúvidas e ao mesmo tempo cheio de ruas coloridas!
estímulo! acho que me encorajou pra deixar os pensamentos sairem diretamente para os olhos de quem quiser ver...
MERDA! MERDA! MERDA!
Beijão,
Mari.
que bom que resolveu dividir o seu universo paralelo. textos lindos e de muita sensibilidade. beijo do fê.
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