DONA RÊ NA MEMÓRIA
"Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Sou de paz, eu sou do bem mas..." (Vanessa da Mata)
Quem nunca teve uma noite Rê Bordosa ? É isso mesmo. A personagem do Angeli inspirou no mínimo uma noite de todo e qualquer mortal. É o chamado enfiar o pé na jaca, sabe ? Aquela manhã que começa no meio da tarde e você acorda jurando por todos os santos e orixás que nunca mais vai encostar num copo ou cair na noite. O pior é quando você olha para o lado do seu travesseiro e o seu celular tocou algumas milhares de vezes e em todas elas era um amigo ou amiga querendo saber se você estava bem depois do vexame da noite anterior. Oh céus ! Todo sósia de Dona Bordosa sabe o que é a palavra vexame no sentindo literal da palavra.
Esses dias reparei nas comunidades orkutianas dos meus amigos e a grande maioria partipava de comunidades que entregavam o lado Rê de cada um. "Odeio celular quando estou bêbado (a)" era a comunidade campeã. "Se eu não lembro não fiz" vinha na sequência. Ainda tinham coragem de participar da nada mais nada menos " Só vou para o céu se for open bar". Fiquei surpresa quando percebi que estava em todas elas. Forma de nostalgia ? Maybe.
Não tem idade certa para cair. Cair na noite. Na farra e na vodka. Até mesmo cair por aí. Não tem fase certa para levar um tombo na vida e ter que se esfolar muito para encontrar força para levantar. Sabe a sensação de ter que ir até o fundo do poço ver se encontra uma mola que faça você subir. É isso mesmo. Todo fundo de poço tem uma mola não importa o quanto é fundo esse poço. Quantas vezes na vida a gente não tem que chegar até o inferno para valorizar um pouquinho o purgatório do dia-a-dia ?
Além disso acho fundamental ir até o fim em tudo. Viver tudo com o máximo de intensidade. Se for para chorar é para chorar com todas as forças. Se for para gritar tem que ser até perder a voz. A gente tem que conhecer os próprios limites e principalmente saber do que se é capaz na vida. Mas tem que viver tudo isso para aprender a dosar.
O cartunista pai da Rê Bordosa resolveu tira-la de circulação quando achou que a personagem tinha encontrado um caminho. Quando a mocinha ganhou vida própria e começou a falar mais alto que o os outros personagens. Assim pode ser a trajetória de todo mundo. Assim está sendo a minha vida.
Se ando caindo por aí ? Só de susto quando olho minha conta bancária. Mas eu disse que era intensa, né ?
ps: texto para um amigo que anda desolado com o seu lado feminino Rê Bordosa
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Sou de paz, eu sou do bem mas..." (Vanessa da Mata)
Quem nunca teve uma noite Rê Bordosa ? É isso mesmo. A personagem do Angeli inspirou no mínimo uma noite de todo e qualquer mortal. É o chamado enfiar o pé na jaca, sabe ? Aquela manhã que começa no meio da tarde e você acorda jurando por todos os santos e orixás que nunca mais vai encostar num copo ou cair na noite. O pior é quando você olha para o lado do seu travesseiro e o seu celular tocou algumas milhares de vezes e em todas elas era um amigo ou amiga querendo saber se você estava bem depois do vexame da noite anterior. Oh céus ! Todo sósia de Dona Bordosa sabe o que é a palavra vexame no sentindo literal da palavra.
Esses dias reparei nas comunidades orkutianas dos meus amigos e a grande maioria partipava de comunidades que entregavam o lado Rê de cada um. "Odeio celular quando estou bêbado (a)" era a comunidade campeã. "Se eu não lembro não fiz" vinha na sequência. Ainda tinham coragem de participar da nada mais nada menos " Só vou para o céu se for open bar". Fiquei surpresa quando percebi que estava em todas elas. Forma de nostalgia ? Maybe.
Não tem idade certa para cair. Cair na noite. Na farra e na vodka. Até mesmo cair por aí. Não tem fase certa para levar um tombo na vida e ter que se esfolar muito para encontrar força para levantar. Sabe a sensação de ter que ir até o fundo do poço ver se encontra uma mola que faça você subir. É isso mesmo. Todo fundo de poço tem uma mola não importa o quanto é fundo esse poço. Quantas vezes na vida a gente não tem que chegar até o inferno para valorizar um pouquinho o purgatório do dia-a-dia ?
Além disso acho fundamental ir até o fim em tudo. Viver tudo com o máximo de intensidade. Se for para chorar é para chorar com todas as forças. Se for para gritar tem que ser até perder a voz. A gente tem que conhecer os próprios limites e principalmente saber do que se é capaz na vida. Mas tem que viver tudo isso para aprender a dosar.
O cartunista pai da Rê Bordosa resolveu tira-la de circulação quando achou que a personagem tinha encontrado um caminho. Quando a mocinha ganhou vida própria e começou a falar mais alto que o os outros personagens. Assim pode ser a trajetória de todo mundo. Assim está sendo a minha vida.
Se ando caindo por aí ? Só de susto quando olho minha conta bancária. Mas eu disse que era intensa, né ?
ps: texto para um amigo que anda desolado com o seu lado feminino Rê Bordosa

9 Comments:
Esse amigo sou eu, não é mesmo ? O texto traduz muito como estou me sentindo e o mais generoso é saber que há luz no fim do túnel ou mola no fim do poço como você disse com tanta sensibilidade. Obrigada pelo apoio nessa fase. Você é uma amiga linda e com palavras precisas e assertivas. Adoro você. Carinho, Fê.
No fundo no fundo as pessoas sempre se gabam do que não fizeram né... hahaha.
Adorni Rê!
bjão ok
Sá minha querida!!!
Quantos textos lindos!! Amei!
Escreva mais e mais!
bjo grande! te adoro!
Apesar de não ter recebido link desse blog via a autora to aqui comentando.
Parabéns pelos textos. Você escreve bem desde pequena tanto é que fazia minhas redações no colégio mesmo eu estando no 3º colegial e você na 7a série. Heheheheheh.
Um beijo com muita saudade
minha querida, é sempre tão bom passar por aqui... tudo é tão autêntico, tão seu, tão profundo e tão sensível!
ah, que bom!
quero cerveja... uma noite de Rê... quando será?
beijo!
Não me engana fia. Tu já teve sérias noites de BORDOSA e posso dizer pois foi junto comigo.
Não tente me enganar com essas palavrinhas aí.
Amo você prima. Você é foda mesmo.
Beijo. Kelly.
Sá, sua bêbada!
Períodos pontuais e necessários.
Texto inteligente e bem humorado.
Adouuuuuuurei.
Que os céus me"nos" proteja dos homens que possuem os corações e cerebros frios. Que não fumam, não bebem e nao praguejam. Nem fazem nada que seja ousado, vingativo ou contundente...
...Gente dessa nunca se encontra nos botequins, nem alidas a causas perdidas!
Jack London
Saude!!!
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