O GATO DA ALICE
Assisti novamente aquele filme, ou melhor aquela animação, desenho ou qualquer outra nomenclatura de formato criada pelo mundinho. Aperto o botão do controle remoto para correr com o tempo e em segundos retrocedo. Tenho que encontrar o gato. O gato da Alice. Da Alice no País das Maravilhas. Ele é o único que sabe sobre angústia. Sabe das minhas emoções, do meu impasse e até da minha dor. Aquela frase dele "Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve" é meu dilema, minha interrogação. O que é saber para onde ir ? É sair de casa e saber que na próxima esquina existe uma farmácia e você precisa comprar analgésico ? Ah se for assim, sim. Mas do jeito que a vida anda é melhor comprar Prozac para ver se anima ou melhor se desanima. Ficar feliz não tem adiantado nada relembro na manhã de sol e procuro meus óculos escuros. Protego a pupila e me exponho para o universo sem alma porém sem dor, mas no fundo sem graça também. Entrar no táxi é a maior armadilha que a semana reservou. Moça para onde vai ? - perguntou o bigodudo de olhos vermelhos - Ah sei lá... dirige aí. "Qualquer caminho serve..."

5 Comments:
li seu texto e em seguida (e por acaso), li Drummond:
"Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida."
Seria brilhante se pudéssemos simplesmente nos largar confortávelmente na dúvida...
Passar por um periodo de duvidas eh perfeito-revolucao interna. o ruim eh andar em fila por td a vida e depois ver q preferia as curvas... tenho certeza q saem coisas positivas!!
bjuss
Linda!
Guardei um tempinho pra me dar este presente de ler e reler todos estes seus textos de fazer o coração apertar, amei!
Keep writing!
Bjooooooooooooo
Sá, cadê vc aqui? Não abandona o blog e nóis que gostamos tanto. Plis! :)
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