O GATO DA ALICE
Assisti novamente aquele filme, ou melhor aquela animação, desenho ou qualquer outra nomenclatura de formato criada pelo mundinho. Aperto o botão do controle remoto para correr com o tempo e em segundos retrocedo. Tenho que encontrar o gato. O gato da Alice. Da Alice no País das Maravilhas. Ele é o único que sabe sobre angústia. Sabe das minhas emoções, do meu impasse e até da minha dor. Aquela frase dele "Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve" é meu dilema, minha interrogação. O que é saber para onde ir ? É sair de casa e saber que na próxima esquina existe uma farmácia e você precisa comprar analgésico ? Ah se for assim, sim. Mas do jeito que a vida anda é melhor comprar Prozac para ver se anima ou melhor se desanima. Ficar feliz não tem adiantado nada relembro na manhã de sol e procuro meus óculos escuros. Protego a pupila e me exponho para o universo sem alma porém sem dor, mas no fundo sem graça também. Entrar no táxi é a maior armadilha que a semana reservou. Moça para onde vai ? - perguntou o bigodudo de olhos vermelhos - Ah sei lá... dirige aí. "Qualquer caminho serve..."
