NO HAY BANDA
Todas as letras melancólicas fizeram sentido para a menina do tênis dourado e da flor na cabeça. Logo ela que planejou uma vida baseada na poesia das literaturas e na suavidade das canções francesas, talvez no meio do caminho ela tenha se perdido por ruas que nunca sonhou conhecer e por paisagens que fingiu admirar, mas o fato da perda é singular. Ela me contou que não sabe exatamente se tem volta ou se ao menos lembra das coordenadas, mas a essência ainda pulsa aos pouquinhos dentro de si. Cada passo a mais é menos. Cada palavra é silêncio. Cada sorriso é dor. E ela dança uma música ensaiada para uma platéia sem humor e sem glamour. Gente esquisita sem a festa ser estranha. Não há festa. Não há nada. Em cada segundo de ritmo existe um compasso estranho, onde algumas pessoas fingem acreditar que é apenas questão de ajuste. Ajuste ? Muitos risos. Nenhuma palma. E talvez um bis. Oh, não!
