UNTIL FINDING NEW SOMEBODY...
Ontem como todo e bom domingo fui ao cinema. Assisti Flores Partidas, filme de Jim Jarmusch, sobre um homem de meia idade que teve uma vida amorosa que lhe rendeu comparativos a Dom Juan, mas a única coisa que tem no momento é uma casa confortável, dinheiro, uma televisão muito companheira e uma mala de interrogações. O longa em si é extremamente dispensável, mas acabei refletindo sobre a maneira que conduzimos algumas coisas durante toda uma vida. Essa maneira de sempre colocarmos em dúvida nossos momentos de felicidade em busca de mais felicidade.
Estava no carro ouvindo The Blower's Daughter, música de Damien Rice para o filme Closer - Perto Demais, que afirmo ser o grande destaque de 2005. Falo, mais uma vez, de um filme que traz questões amorosas bastante conhecidas por nós e caminhos que a grande maioria já conhece de tanto trilhar. Poderia ser facilmente enredo da minha vida, da sua vida ou daquela sua amiga. É a forma de se relacionar na sociedade contemporânea. É o baile de máscaras que estamos acostumados a frequentar. É a busca incessante do relacionamento ideal. É a ciranda cirandinha dos adultos. É a manipulação do outro. É a sexualidade que Hollywood vende. E a gente compra.
Fernanda Young em seu livro Efeito Urano mexe com essa fila de incertezas, com o perigoso jogo de sedução, de rejeição, com a temível combinação de amar sem ser amado. O jogo da conquista que no começo é muito excitante e que mais tarde pode ser a chave que abre a porta de todos os medos. Noites mal durmidas, aquela angustiante situação de será que o telefone vai tocar, o telefone que toca e não é a pessoa que você gostaria que fosse mas é a pessoa que temos que atender. É o ensaio da cena do tapa na cara em alguém que você vai pedir colo depois. "É a lama, é a lama".
Essa estranha forma de amar, essa insegurança no final feliz, vende livro, filme e cd. Compõem as trilhas sonoras no carro, os olhares perdidos nos restaurantes, os sorrisos pela metade dos casais na fila do cinema. Aeroportos, bares, parques e livrarias estão repletos de será que teria dado certo ? Por que deixei ele (ela) ir ? E lá está o círculo vicioso em ação mais uma vez.
É uma caixa de perguntas sem respostas. Todo mundo está tão absorvido em suas satisfações pessoais que ninguém enxerga a outra pessoa de verdade. E justamente a verdade, na grande maioria das vezes, está nesse contexto. Tentar enxergar de verdade quem está ao nosso lado. Sem idealizar o romance perfeito, a história mais bela. Não deve haver soluções e sim sentimentos. Deve ser uma mensagem contínua de estamos em construção. Não é simples chegar a uma conclusão e para falar a verdade é melhor que isso nem aconteça.
Estava no carro ouvindo The Blower's Daughter, música de Damien Rice para o filme Closer - Perto Demais, que afirmo ser o grande destaque de 2005. Falo, mais uma vez, de um filme que traz questões amorosas bastante conhecidas por nós e caminhos que a grande maioria já conhece de tanto trilhar. Poderia ser facilmente enredo da minha vida, da sua vida ou daquela sua amiga. É a forma de se relacionar na sociedade contemporânea. É o baile de máscaras que estamos acostumados a frequentar. É a busca incessante do relacionamento ideal. É a ciranda cirandinha dos adultos. É a manipulação do outro. É a sexualidade que Hollywood vende. E a gente compra.
Fernanda Young em seu livro Efeito Urano mexe com essa fila de incertezas, com o perigoso jogo de sedução, de rejeição, com a temível combinação de amar sem ser amado. O jogo da conquista que no começo é muito excitante e que mais tarde pode ser a chave que abre a porta de todos os medos. Noites mal durmidas, aquela angustiante situação de será que o telefone vai tocar, o telefone que toca e não é a pessoa que você gostaria que fosse mas é a pessoa que temos que atender. É o ensaio da cena do tapa na cara em alguém que você vai pedir colo depois. "É a lama, é a lama".
Essa estranha forma de amar, essa insegurança no final feliz, vende livro, filme e cd. Compõem as trilhas sonoras no carro, os olhares perdidos nos restaurantes, os sorrisos pela metade dos casais na fila do cinema. Aeroportos, bares, parques e livrarias estão repletos de será que teria dado certo ? Por que deixei ele (ela) ir ? E lá está o círculo vicioso em ação mais uma vez.
É uma caixa de perguntas sem respostas. Todo mundo está tão absorvido em suas satisfações pessoais que ninguém enxerga a outra pessoa de verdade. E justamente a verdade, na grande maioria das vezes, está nesse contexto. Tentar enxergar de verdade quem está ao nosso lado. Sem idealizar o romance perfeito, a história mais bela. Não deve haver soluções e sim sentimentos. Deve ser uma mensagem contínua de estamos em construção. Não é simples chegar a uma conclusão e para falar a verdade é melhor que isso nem aconteça.
